quinta-feira, 8 de maio de 2008


Cléo:
Arte (Latim ars, significando técnica e/ou habilidade)
Ernst Gombrich, famoso historiador de arte, afirmou que nada existe realmente a que se possa dar o nome de Arte. Existem somente artistas.
Arte é um fenômeno cultural. Regras absolutas sobre arte não sobrevivem ao tempo, mas em cada época, diferentes grupos (ou cada indivíduo) escolhem como devem compreender esse fenômeno
Arte pode ser sinônimo de beleza, ou de uma beleza transcendente. Dessa forma, o termo passa a ter um caráter subjetivo,
..but you're still here...

Before you slip into unconsciousness
I’d like to have another kiss
Another flashing chance at bliss
Another kiss, another kiss

The days are bright and filled with pain
Enclose me in your gentle rain
The time you ran was too insane
We’ll meet again, we’ll meet again

Oh tell me where your freedom lies
The streets are fields that never die
Deliver me from reasons why
You’d rather cry, I’d rather fly

The crystal ship is being filled
A thousand girls, a thousand thrills
A million ways to spend your time
When we get back, I’ll drop a line


• You may try the wall, you may break the window...
You may use Thee Door(s)



... QUEM É QUEM - LÍBANO CALIL ATALLAH
QUEM É QUEM


O que estamos fazendo na internet?
Ou o que estamos fazendo no orkut?
Não são meras questões para refletirmos, mas sim para analisarmos profundamente, pois são milhões de almas, ainda em estado de ser vivente, que mergulham no mundo virtual a busca de uma vida feliz, obviamente não conquistada no mundo físico.
Todas essas cabeças, espíritos ou intelectos estão dispostos a conquistar ou oferecer algo aos outros todos, viajantes, navegadores virtuais.
Muitos tentam impor seu nome, divulgar suas emoções, suas intimidades ou suas propostas comerciais, mas o fato é que o mundo real também pode ser virtual.
Viver conectado não é para maus ou bons caracteres, mas sim para todo cidadão vivo, pois buscar as informações na internet pode muito bem ser natural.
Divino também.
Mas a felicidade procurada no mundo físico e não encontrada não vai estar escondida nem veiculada em nenhum site.
Podemos admitir que muitas pessoas felizes, estão conectadas, mas felizes também na vida física, se elas forem livres, ai está o enigma a ser resolvido.
Não basta ter acesso a tudo que se pode conhecer através da internet para podermos conquistar a felicidade, pois no momento que o computador é desligado fica claro que se não aproveitarmos racionalmente o que nos foi oferecido, tudo então não passou de ilusão, pois liberdade não é apenas pensarmos em fazermos o que bem entendemos em qualquer momento, é muito mais que isto.
Não é ilusão contatarmos pessoas, fazermos amizades, etc. É realidade absoluta, pois podemos transformar a amizade virtual em física, real ou vida a vida.
Temos que ter em mente que o mundo virtual é apenas instrumento para o mundo físico.
É um instrumento imprescindível para o atual momento histórico e social, porque não filosófico também?
Quero convocar, com a devida licença de todos, para que façamos uma profunda reflexão sobre o tema.
fernando pessoa simplificando um pouco a vida e a arte ...
uma visão simples mais poética de coisas que realmente banalizamos as vezes até sem se dar conta... as vezes dando-se conta mais não se importando...

"Ah, compreendo! O patrão Vasques é a Vida. A Vida, monótona e necessária, mandante e
desconhecida. Este homem banal representa a banalidade da Vida. Ele é tudo para mim, por
fora, porque a Vida é tudo para mim por fora.

E, se o escritório da Rua dos Douradores representa para mim a vida, este meu segundo
andar, onde moro, na mesma Rua dos Douradores, representa para mim a Arte. Sim, a Arte,
que mora na mesma rua que a Vida, porém num lugar diferente, a Arte que alivia da vida
sem aliviar de viver, que é tão monótona como a mesma vida, mas só em lugar diferente. Sim,
esta Rua dos Douradores compreende para mim todo o sentido das coisas, a solução de todos
os enigmas, salvo o existirem enigmas, que é o que não pode ter solução."

livro do desassossego Bernardo Soares (heterônimo de Fernando Pessoa)

"Ninguém pode construir em teu lugar as pontes que precisarás passar para atravessar o rio da vida. Ninguém, exceto tu, só tu. Existem, por certo, atalhos, sem número, e pontes, e semideuses que se oferecerão para levar-te além do rio; mas isso te custaria a tua própria pessoa; tu te hipotecarias e te perderias. Existe no mundo um único caminho por onde só tu podes passar. Onde leva? Não perguntes... siga-o... ( Nietzsche ) "