quarta-feira, 16 de setembro de 2009

mais um poema pro calderão meio confuso a fonte note


"Eu sou lúcida na minha loucura, permanente na minha inconstância, inquieta na minha comodidade.
Pinto a realidade com alguns sonhos, e transformo alguns sonhos em cenas reais.
Choro lágrimas de rir e quando choro pra valer
não derramo uma lágrima.

Amo mais do que posso e, por medo, sempre menos do que sou capaz. Busco pelo prazer da paisagem e raramente pela alegre frustração da chegada. Quando me entrego, me atiro e quando recuo não volto mais. Mas não me leve a sério, sei que nada é definitivo. Nem eu sou o que penso que eu sou. Nem nós o que a gente pensa que tem.

Prefiro as noites porque me nutrem na insônia, embora os dias me iluminem quando nasce o sol. Trabalho sem salário e não entendo de economizar. Nem de energia. Esbanjo-me até quando não devo e, vezes sem conta, devo mais do que ganho. Não acredito em duendes, bruxas, fadas ou feitiços. Não vou à missa. Nem faço simpatias. Mas, rezo pra algum anjo de plantão e mascaro minha fé no deus do otimismo. Quando é impossível, debocho. Quando é permitido, duvido.

Não bebo porque só me aceito sóbria, fumo pra enganar a ansiedade e não aposto em jogo de cartas marcadas. Penso mais do que falo. E falo muito, nem sempre o que você quer saber. Eu sei. Gosto de cara lavada — exceto por um traço preto no olhar — pés descalços, nutro uma estranha paixão por camisetas velhas e sinto falta de uma tatuagem no lado esquerdo das costas.

Mas há uma mulher em algum lugar em mim que usa caros perfumes, sedas importadas e brilho no olhar, quando se traveste em sedução.

Se você perceber qualquer tipo de constrangimento, não repare, eu não tenho pudores mas, não raro, sofro de timidez. E note bem: não sou agressiva, mas defensiva. Impaciente onde você vê ousadia. Falta de coragem onde você pensa que é sensatez.

Mas mesmo assim, sempre pinta um momento qualquer em que eu esqueço todos os conselhos e sigo por caminhos escuros. Estranhos desertos. E, ignorando todas as regras, todas as armadilhas dessa vida urbana, dessa violência cotidiana, se você me assalta, eu reajo."
Arnholdt

Eu sou lúcido na minha loucura, permanente na minha inconstância, inquieto na minha comodidade.
Pinto a realidade com alguns sonhos, e transformo alguns sonhos em cenas reais.
Choro lágrimas de rir e quando choro pra valer não derramo uma lágrima.

Amo mais do que posso e, por medo, sempre menos do que sou capaz. Busco pelo prazer da paisagem e raramente pela alegre frustração da chegada. Quando me entrego, me atiro e quando recuo não volto mais. Mas não me leve a sério, sei que nada é definitivo. Nem eu sou o que penso que eu sou. Nem nós o que a gente pensa que tem.

Prefiro as noites porque me nutrem na insônia, embora os dias me iluminem quando nasce o sol. Trabalho sem salário e não entendo de economizar. Nem de energia. Esbanjo-me até quando não devo e, vezes sem conta, devo mais do que ganho. Não acredito em duendes, bruxas, fadas ou feitiços. Não vou à missa. Nem faço simpatias. Mas, rezo pra algum anjo de plantão e mascaro minha fé no deus do otimismo. Quando é impossível, debocho. Quando é permitido, duvido.

Eu bebo porque não me aceito sóbrio, fumo pra enganar a ansiedade e não aposto em jogo de cartas marcadas. Penso mais do que falo. E falo muito, nem sempre o que você quer saber. Eu sei. Gosto de cara lavada — exceto por um traço preto no olhar — pés descalços, nutro uma estranha paixão por camisetas caras e sinto falta de uma tatuagem no lado esquerdo das costas.

Mas há um homem em algum lugar em mim que usa caros perfumes, calças com valores absurdos e brilho no olhar, quando se traveste na intenção de seduzir.

Se você perceber qualquer tipo de constrangimento, não repare, eu não tenho pudores mas, não raro, sofro de timidez. E note bem: não sou agressivo, mas defensivo. Impaciente onde você vê ousadia. Falta de coragem onde você pensa que é sensatez.

Mas mesmo assim, sempre pinta um momento qualquer em que eu esqueço todos os conselhos e sigo por caminhos escuros. Estranhos desertos. E, ignorando todas as regras, todas as armadilhas dessa vida urbana, dessa violência cotidiana, se você me assalta, eu reajo.
Luiz Alvarenga

agora eu fiquei meio em duvida e postei as duas fontes hehe + o que vale mesmo é a identificação com algumas linhas intéart seea

domingo, 6 de setembro de 2009

´´prefiro não comentar ´´

sem muito tempo para produzir para postar e com certeza
sem muito tempo para criar alguma coisa boa para postar
relacionar esses elementos é bem importante na minha
concepção artística faz reagir os mecanismos para produçao de
algo maior do que as duas coisas separadas a
simbiose obra/artista, produção/pesquisa
pode ser necessária no meu trabalho eu diria
como bom/mal artista peculiar ou talvez neurotico
poderia enumerar muitos outros elementos peculiares ou
nuancias de produção, artista, obra, pesquisa essas frentes
sao um passo de se ter realmente essas coisas ?
não gostaria de fechar o a sunto por dois motivos um,porque não
tenho a resposta e dois, porque fechar o assunto fere a fermentação
do que isso pode ... ... ... produzir

terça-feira, 30 de junho de 2009

um comentario que peguei no site do masp do vick muniz


“Procuro fazer um trabalho que agrade de uma criança como minha filha a um graduado de Harvard”, confirma Vik. “Minha intenção inicial é conseguir uma reação física do espectador, atraí-lo, cativá-lo. A partir do momento em que consigo isso, posso comunicar a informação que quero passar. Meu sonho é mudar a forma elitista com a qual a arte é encarada. Não acredito na separação entre o popular e o inteligente, como se fossem coisas antagônicas."

té mais art'ista

segunda-feira, 29 de junho de 2009

olha nos aqui outraves




"nada como o firmamento, para trazer ao pensamento,a certeza que estou solido em toda área que ocupo, e a imensidão aérea, para ter espaço, no firmamento, no pensamento, e acreditar em voar algum dia" Chico Science o encontro de Isaac Asimov com Santos Dumont no Céu

tentando postar mais mas nao conseguindo muito meu caldeirao de ideias parece mais uma sopa rala,
segunda feira um dia de inicio de animo apesar de estar em divida com o blog ando desenhando bastante e tenho alguns trabalhos pra postar mais ainda nada espetacular graças a minha auto critica complexa digamos assim mas embora isso seja meio relativo pois o gosto independe desse que escreve somente eu diria ,
bom ano meio parado da minha fotografia apesar de ter conseguido algumas boas fotos na minha câmera que agora é o meu cel shuahsuhas mas ainda sim tira umas fotos legais ainda tentando reunir algumas fontes legais "poraqui" para usar como beckup e economizar um pouco de espaço nas prateleiras como essa fala de Paul valery

Em resumo, ao ídolo do Progresso correspondeu o ídolo da maldição do Progresso; o
que resultou em dois lugares comuns.
PAUL VALÉRY. Propos sur le progrès, 1929.

mas o lance da referencia para a minha pessoa é como uma condição de reverencia não de doutrina ou adoração aceitação de padrões e idéias é uma coisa complicada quando inconciente demais ou ingenua os idealismos tratados de forma inteligente são até saudáveis porem quando mexem demais com as pessoas são nocivos. Temos os fanáticos religiosos para exemplificar uma conduta onde a adoração de padrões e idéias fala muito alto ao ouvidos, Esse chamado não faz nada bem ao "espirito".
Mesmo falando de fanatismo minha fala transparece meus padrões e idéias aparecem ainda sim estou consciente deles e também de outra maneira estou envolto nessa trama de venda de idéias e jogo de interesses dessa vez de forma inconsciente pois existem idéias em que posso estar equivocado ou seja meu padrão adotado minhas idéias e podem estar erradas entretanto se nessa situação eu não perder a minha personalidade, entendendo personalidade como a pessoa que não é somente construída de padrões ou idéias tem coisas por dentro sejam os laços afetivos que falamos sejam valores e idéias abertas e não fanatismos aos consumir... e esse papo vai longe mais fica aqui o meu comentário sobre referencia sempre sabendo que quando se toma partido de algo pode-se estar a equivocar-se a cegar-se mas ao menos saibamos como socrates "que nada sabemos" ou só saibamos que nada sabemos...
no que seja o campo da arte ainda essa transitoriedade fica ainda mais clara quando se vê formas de influencias muito transparentemente bem nao vou me estender muito pois nao conheco tao bem esse contesto apesar de ser um produtor de imagens rsss .... acho que chega por esse poust...

domingo, 1 de fevereiro de 2009

ola bem postando uma pírula informal e bem contemporanea uma artista da minha agora cidade campinas Vania Mingone dei uma olhada nesse artigo e olhei alguns trabalhos muito expressivos e interessantes, gostei das caracteristicas conseituais tanto dos trabalhos quanto das opiniões da artista formada em publicidade e artes e que expoe agora em fevereiro no c. cultural banco do brasil em sampa junto com varios trabalhos contemporâneos do sec XXI

SÉCULO XX
Década 1990 - 1999

1993 Vânia Mignone:

Natural de Campinas/SP em 1967 temos poucos dados biográficos históricos sobre a artista, sabemos que se formou em Artes pelo Departamento de Artes Plásticas do Instituto de Artes da UNICAMP e em Publicidade pelo Departamento de Propaganda e Publicidade do Instituto de Artes e Comunicações da PUCCAMP, em 1996 Vânia dava aula no Conservatório Carlos Gomes de Campinas/SP. Vamos considerar como ponto de partida de suas atividades artísticas plásticas, o ano de 1993, quando participou da IV Bienal Nacional de Santos/SP. Vânia Mignone teve seu "boom" artístico em 1996, quando foi escolhida para participar do "Concurso Antarctica Artes", ou outra designação relativamente semelhante. O "Prêmio Antarctica de Artes Plásticas" tinha um forte apoio financeiro da "Cia. Antarctica Paulista S/A.", então uma das maiores cervejarias do Brasil, como continua sendo até hoje. De sua organização, pouco é sabido, não sabemos a quem foi confiada a organização, quem são seus organizadores e comissão julgadora, tudo foi mantido em segredo; a forma como contatava artistas pelo interior do Estado também era segredo de estado. O que sabemos é que em Campinas foram visitados 12 artistas, não sabemos quem e nem por quem foram visitados e muito menos indicados. Perdoem-me... Tanto mistério, esconde algo de podre... Porém em relação a Campinas/SP não podemos reclamar, Vânia Mignone, se então uma ilustre desconhecida para o movimento artístico plástico de Campinas/SP, merece o nosso máximo respeito; dentro de sua escolha de representação pictórica, tem um trabalho sério e muito bom, sem duvida alguma, sem conhecer os outros, podemos afirmar com conviquição que Vânia Mignone, se não a melhor, foi a menos ruim entre os jovens artistas convocados da cidade de Campinas/SP e quiçá do Estado. Em 1996, em entrevista ao Correio Popular, Caderno C de 24 de setembro de 1996, Vânia Mignone, deixou claro e com muita propriedade o seu pensar artístico plástico. "Minha arte se adapta à realidade brasileira. Uso material barato e com isso, pode realizar várias experiências até encontrar a melhor expressão". Explicava a artista. E continua: "Minhas obras são feitas para serem olhadas rapidamente. Não exploro detalhes ou paisagens que se perdem no infinito, São imagens claras. O espectador olha e logo em seguida passa para o próximo trabalho". "Como minha mensagem é rápida, resolvi usar frases ou letras dentro do próprio quadro. O público não precisa dirigir seu olhar para fora da obra - em baixo ou em cima - para ler o título". Em 29 de abril de 1998, no Caderno C do Correio Popular, o repórter e crítico de arte Washington de Carvalho Neves, dizia de seus trabalhos, então expostos na Casa Triângulo de São Paulo/SP: "A visualidade da artista resgata a realidade urbana como se fosse uma cronista de palavras econômicas. Com uma saudável mistura de Histórias em Quadrinhos, expressionismo alemão e as figurações silenciosas do norte americano Edward Hopper, Vânia Mignone capricha no elenco de paisagens e homens e mulheres que desenha. Eles estão em movimento, indo ou partindo, não há felicidade ou depressões. Há uma semelhança com o flagrante fotográfico. Mas Vânia Mignone parece querer dizer algo mais - que parece estar em suspenso." E continua; "A artista pratica a tal pintura provocativa. O público é quase forçado a um seqüestro do olhar...". "Ela (Vânia) ouve as músicas (MPB) e sente vontade de pintar - simplesmente. O Resultado é o trabalho em telas de cores fortes, principalmente. O Mestre Gaughin, segundo ela, tem muito a ver com a cartela que usa". Não temos um currículo completo de Vânia Mignone, porém os que conseguimos apurar em nossos guardados dão uma clara indicação de sua importância como artista plástica, conseguimos levantar as seguintes e principais participações: 1993 . IV Bienal Nacional de Santos/SP. 1993 . Salão Paranaense de Arte Contemporânea, Curitiba/SP. 1994 . Salão Paranaense de Arte Contemporânea, Curitiba/SP. 1995 . Expo"Goeldi e nosso tempo", Museu A.Brasileira FAAP.S.Paulo. 1995 . V Bienal Nacional de Santos/SP. 1996 . Exposição Antarctica Artes Pavilhão Padre Manoel da Nóbrega, Parque Ibirapuera, Apoio Fundação Bienal de São Paulo, Evento Paralelo a Bienal Internacional de São Paulo/SP. 1996 . Projeto Macunaíma, Rio de Janeiro/RJ. 1996 . Individual Centro Cultural São Paulo/SP. 1996 . Individual Galeria de Arte do Tênis Clube de Campinas/SP. 1997 . VI Bienal Nacional de Santos/SP. Prêmio Aquisição. 1997 . Individual Galeria SESC Paulista, São Paulo/SP. 1997 . Individual Galeria de Arte da UNICAMP, Campinas/SP. 1997 . Individual no Museu de Arte Contemporânea de Campinas/SP. 1998 . Individual na Casa Triângulo de São Paulo/SP. 1998 . Sabemos que foi premiada em cinco ocasiões, porém não conseguimos levantar informações precisas. 1998 . Artista Convidada da Mostra "Horizonte Reflexivo", no Centro Cultural Light no Rio de Janeiro/RJ. 1998 . IV Salão Pequenos Formatos Universidade Amazônia, Belém/PA. 1998 . XXIII Salão Arte Contemporânea de Ribeirão Preto/SP. Prêmio Leonello Berti. 1998 . XXX Salão Arte Contemporânea de Piracicaba/SP, Premiada. 1998 . Exposição "Geração 90", Pinacoteca Estado SãoPaulo/SP. 1999 . Participa da Exposição Internacional "Arco/99" em Madri, Espanha. 1999 . Panorama Arte Brasileira, Museu de Arte Moderna de São Paulo/SP. 1999 . Individual Galeria D Centro Convivência Cultural Campinas/SP. 1999 . "Expo Inventário do Presente", Casa da Imagem Curitiba/PR. 2002 . XXV Bienal Internacional São Paulo, São Paulo/SP. Apresentando cinco trabalhos grandes, o menor tem 1,60 X 1, 60, desenvolvido sobre o tema "Iconografias Metropolitanas". A Bienal Internacional de São Paulo/SP, é hoje considerada a terceira mais importante do mundo, perdendo apenas para a Bienal de Veneza, Itália. E Documenta de Kassel, Alemanha.

Fonte de informação: Arquivo Dimas Garcia.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009


bom como sempre um exemplo de falta de produtividade porque janeiro ta quase acabando e nao postei nada esse ano, ainda!.
bem pesquisas paradas por enquanto dando um tempo pras ideias acalmarem e ai sim buscar novas pesquisas assuntos que me sejam interessantes e colar algo aqui como talvez um caldeirão de ideias e assuntos pontos de vista apenas o projeto do espaço
bom erros sao permitidos aqui erros de calculo erros de gramatica erros de todos os tipos só nao temos espaço para a falta de umildade e/ou coragem para aceitalos e comunicalos expor mesmo quem somos sejamos francos e claros fasa-se o embate como diriam os cínicos da filosofia nao precisamos das mascaras aqui a rede se encarega do "anonimato" ....21012009 inté