segunda-feira, 26 de maio de 2008

fama para todos fama para que ?

opaa hj encanei de procurar essa tal de olgaria matos e pior que gostei do texto que achei então vou postar o link e logo mais assim que arranjar os ensaios de que o texto cita capaz de colocar algo do meu agrado em então inté ...

bem o link é esse http://detudo.alef3.com/index.php?s=intern%C3%A1uticas

tem um pedaço do texto que achei interessante que fala da invasão dos meios de "entretenimento" de massa pra nao falar controle de ideal e por ai vai ...

É fato que telenovelas e modelos midiáticos existem mundo afora. O problema, alerta Olgária, é quando esse passa a ser o padrão de organização da sociedade. “Pensar a democracia no Brasil requer refletir, em particular, acerca da esfera pública cultural”, escreve ela em Discretas Esperanças.

Não se trata de condenar a cultura de massa porque ela é de massa. Preocupante é que todas as produções culturais passem a ser impregnadas pelos valores da mídia e da indústria do entretenimento e só exista isso como horizonte cultural “Quando tudo se transforma em divertimento e isso invade também os terrenos que não deveriam ser do divertimento, como a educação, aí você tem verdadeiras catástrofes”, diz Olgária.

Dilui-se assim a formação da sensibilidade, do gosto e do pensamento. Não por acaso, nesse mar de imagens, gentes e fatos irrelevantes, desaparece no horizonte a prática da leitura, como anota Olgária. “Vivemos num mundo em que tudo conspira contra a leitura, que é lenta, concentrada. Ela contraria a aceleração do tempo das mídias, da fama curta, ela é a longo prazo. A educação está invadida pela temporalidade do mercado financeiro, mas, para você aprender a se sentir solicitado por um texto, você precisa vencer resistências. Ler é um aprendizado, não é um dado imediato: você lê e já gosta.
Augusto também não adere ao cordão “ler, como coçar, é só começar”. O jornalista lembra que não há ser neste mundo que tenha entrado nas trilhas da ficção pelas mãos de William Faulkner. As leituras de qualquer pessoa evoluem “à medida que seu repertório cognitivo consegue se ampliar e se sofisticar”. E, no Brasil, quem tem dinheiro para abrir a carteira numa livraria lê, geralmente, “os best-sellers computados pela Veja”. Quando lê. “A maior parte da humanidade começa lendo chorumelas, toma gosto pelo negócio, e morre lendo chorumelas. Por isso, mas não só por isso, se bem que muito por isso, a humanidade, em vez de caminhar, rasteja”, concluiu no texto de Penas do Ofício.”



texto: Fama para todos
por Ana Paula Sousa

O jornalista Sérgio Augusto e a filósofa Olgária Matos falam da “escalada da insignificância” que toma o Brasil
:esse texto foi retirado de uma palestra para o sesc se não me engano tenho o texto completo mais esse trecho sem palavras critico e idealista meu tipo de reflexologia

..."Pode-se dizer que a comunicação midiática veicula e reforça a cultura de uma ética “indolor”, a dos atuais tempos democráticos. Novos valores são produzidos e transmitidos pelas mídias: fetichismo da juventude, fitness esportiva, cuidados com o corpo mas sem nenhum ideal do espírito. Esta “mobilizaçào total” da sociedade não mais pressupõe a moral como aperfeiçoamento e libertação individual e coletiva, mas o culto da eficácia e do sucesso. Vivemos uma época do pós-dever, sem obrigações ou sanções morais. Sociedades “pós-moralistas”, elas celebram o puro presente, estimulando a gratificação imediata de desejos e pulsões—o que leva a interrogar a natureza mesma das sociedades contemporâneas, a mutação do caráter antropomórfico da sociedade, não mais centrada no homem, no indivíduo, no cidadão, em sua dignidade e liberdade, mas no consumo e no espetáculo..."
***olgaria matos