bem o link é esse http://detudo.alef3.com/index.php?s=intern%C3%A1uticas
tem um pedaço do texto que achei interessante que fala da invasão dos meios de "entretenimento" de massa pra nao falar controle de ideal e por ai vai ...
É fato que telenovelas e modelos midiáticos existem mundo afora. O problema, alerta Olgária, é quando esse passa a ser o padrão de organização da sociedade. “Pensar a democracia no Brasil requer refletir, em particular, acerca da esfera pública cultural”, escreve ela em Discretas Esperanças.
Não se trata de condenar a cultura de massa porque ela é de massa. Preocupante é que todas as produções culturais passem a ser impregnadas pelos valores da mídia e da indústria do entretenimento e só exista isso como horizonte cultural “Quando tudo se transforma em divertimento e isso invade também os terrenos que não deveriam ser do divertimento, como a educação, aí você tem verdadeiras catástrofes”, diz Olgária.
Dilui-se assim a formação da sensibilidade, do gosto e do pensamento. Não por acaso, nesse mar de imagens, gentes e fatos irrelevantes, desaparece no horizonte a prática da leitura, como anota Olgária. “Vivemos num mundo em que tudo conspira contra a leitura, que é lenta, concentrada. Ela contraria a aceleração do tempo das mídias, da fama curta, ela é a longo prazo. A educação está invadida pela temporalidade do mercado financeiro, mas, para você aprender a se sentir solicitado por um texto, você precisa vencer resistências. Ler é um aprendizado, não é um dado imediato: você lê e já gosta.
Augusto também não adere ao cordão “ler, como coçar, é só começar”. O jornalista lembra que não há ser neste mundo que tenha entrado nas trilhas da ficção pelas mãos de William Faulkner. As leituras de qualquer pessoa evoluem “à medida que seu repertório cognitivo consegue se ampliar e se sofisticar”. E, no Brasil, quem tem dinheiro para abrir a carteira numa livraria lê, geralmente, “os best-sellers computados pela Veja”. Quando lê. “A maior parte da humanidade começa lendo chorumelas, toma gosto pelo negócio, e morre lendo chorumelas. Por isso, mas não só por isso, se bem que muito por isso, a humanidade, em vez de caminhar, rasteja”, concluiu no texto de Penas do Ofício.”
texto: Fama para todos
por Ana Paula Sousa
O jornalista Sérgio Augusto e a filósofa Olgária Matos falam da “escalada da insignificância” que toma o Brasil