quarta-feira, 16 de setembro de 2009

mais um poema pro calderão meio confuso a fonte note


"Eu sou lúcida na minha loucura, permanente na minha inconstância, inquieta na minha comodidade.
Pinto a realidade com alguns sonhos, e transformo alguns sonhos em cenas reais.
Choro lágrimas de rir e quando choro pra valer
não derramo uma lágrima.

Amo mais do que posso e, por medo, sempre menos do que sou capaz. Busco pelo prazer da paisagem e raramente pela alegre frustração da chegada. Quando me entrego, me atiro e quando recuo não volto mais. Mas não me leve a sério, sei que nada é definitivo. Nem eu sou o que penso que eu sou. Nem nós o que a gente pensa que tem.

Prefiro as noites porque me nutrem na insônia, embora os dias me iluminem quando nasce o sol. Trabalho sem salário e não entendo de economizar. Nem de energia. Esbanjo-me até quando não devo e, vezes sem conta, devo mais do que ganho. Não acredito em duendes, bruxas, fadas ou feitiços. Não vou à missa. Nem faço simpatias. Mas, rezo pra algum anjo de plantão e mascaro minha fé no deus do otimismo. Quando é impossível, debocho. Quando é permitido, duvido.

Não bebo porque só me aceito sóbria, fumo pra enganar a ansiedade e não aposto em jogo de cartas marcadas. Penso mais do que falo. E falo muito, nem sempre o que você quer saber. Eu sei. Gosto de cara lavada — exceto por um traço preto no olhar — pés descalços, nutro uma estranha paixão por camisetas velhas e sinto falta de uma tatuagem no lado esquerdo das costas.

Mas há uma mulher em algum lugar em mim que usa caros perfumes, sedas importadas e brilho no olhar, quando se traveste em sedução.

Se você perceber qualquer tipo de constrangimento, não repare, eu não tenho pudores mas, não raro, sofro de timidez. E note bem: não sou agressiva, mas defensiva. Impaciente onde você vê ousadia. Falta de coragem onde você pensa que é sensatez.

Mas mesmo assim, sempre pinta um momento qualquer em que eu esqueço todos os conselhos e sigo por caminhos escuros. Estranhos desertos. E, ignorando todas as regras, todas as armadilhas dessa vida urbana, dessa violência cotidiana, se você me assalta, eu reajo."
Arnholdt

Eu sou lúcido na minha loucura, permanente na minha inconstância, inquieto na minha comodidade.
Pinto a realidade com alguns sonhos, e transformo alguns sonhos em cenas reais.
Choro lágrimas de rir e quando choro pra valer não derramo uma lágrima.

Amo mais do que posso e, por medo, sempre menos do que sou capaz. Busco pelo prazer da paisagem e raramente pela alegre frustração da chegada. Quando me entrego, me atiro e quando recuo não volto mais. Mas não me leve a sério, sei que nada é definitivo. Nem eu sou o que penso que eu sou. Nem nós o que a gente pensa que tem.

Prefiro as noites porque me nutrem na insônia, embora os dias me iluminem quando nasce o sol. Trabalho sem salário e não entendo de economizar. Nem de energia. Esbanjo-me até quando não devo e, vezes sem conta, devo mais do que ganho. Não acredito em duendes, bruxas, fadas ou feitiços. Não vou à missa. Nem faço simpatias. Mas, rezo pra algum anjo de plantão e mascaro minha fé no deus do otimismo. Quando é impossível, debocho. Quando é permitido, duvido.

Eu bebo porque não me aceito sóbrio, fumo pra enganar a ansiedade e não aposto em jogo de cartas marcadas. Penso mais do que falo. E falo muito, nem sempre o que você quer saber. Eu sei. Gosto de cara lavada — exceto por um traço preto no olhar — pés descalços, nutro uma estranha paixão por camisetas caras e sinto falta de uma tatuagem no lado esquerdo das costas.

Mas há um homem em algum lugar em mim que usa caros perfumes, calças com valores absurdos e brilho no olhar, quando se traveste na intenção de seduzir.

Se você perceber qualquer tipo de constrangimento, não repare, eu não tenho pudores mas, não raro, sofro de timidez. E note bem: não sou agressivo, mas defensivo. Impaciente onde você vê ousadia. Falta de coragem onde você pensa que é sensatez.

Mas mesmo assim, sempre pinta um momento qualquer em que eu esqueço todos os conselhos e sigo por caminhos escuros. Estranhos desertos. E, ignorando todas as regras, todas as armadilhas dessa vida urbana, dessa violência cotidiana, se você me assalta, eu reajo.
Luiz Alvarenga

agora eu fiquei meio em duvida e postei as duas fontes hehe + o que vale mesmo é a identificação com algumas linhas intéart seea

domingo, 6 de setembro de 2009

´´prefiro não comentar ´´

sem muito tempo para produzir para postar e com certeza
sem muito tempo para criar alguma coisa boa para postar
relacionar esses elementos é bem importante na minha
concepção artística faz reagir os mecanismos para produçao de
algo maior do que as duas coisas separadas a
simbiose obra/artista, produção/pesquisa
pode ser necessária no meu trabalho eu diria
como bom/mal artista peculiar ou talvez neurotico
poderia enumerar muitos outros elementos peculiares ou
nuancias de produção, artista, obra, pesquisa essas frentes
sao um passo de se ter realmente essas coisas ?
não gostaria de fechar o a sunto por dois motivos um,porque não
tenho a resposta e dois, porque fechar o assunto fere a fermentação
do que isso pode ... ... ... produzir

terça-feira, 30 de junho de 2009

um comentario que peguei no site do masp do vick muniz


“Procuro fazer um trabalho que agrade de uma criança como minha filha a um graduado de Harvard”, confirma Vik. “Minha intenção inicial é conseguir uma reação física do espectador, atraí-lo, cativá-lo. A partir do momento em que consigo isso, posso comunicar a informação que quero passar. Meu sonho é mudar a forma elitista com a qual a arte é encarada. Não acredito na separação entre o popular e o inteligente, como se fossem coisas antagônicas."

té mais art'ista

segunda-feira, 29 de junho de 2009

olha nos aqui outraves




"nada como o firmamento, para trazer ao pensamento,a certeza que estou solido em toda área que ocupo, e a imensidão aérea, para ter espaço, no firmamento, no pensamento, e acreditar em voar algum dia" Chico Science o encontro de Isaac Asimov com Santos Dumont no Céu

tentando postar mais mas nao conseguindo muito meu caldeirao de ideias parece mais uma sopa rala,
segunda feira um dia de inicio de animo apesar de estar em divida com o blog ando desenhando bastante e tenho alguns trabalhos pra postar mais ainda nada espetacular graças a minha auto critica complexa digamos assim mas embora isso seja meio relativo pois o gosto independe desse que escreve somente eu diria ,
bom ano meio parado da minha fotografia apesar de ter conseguido algumas boas fotos na minha câmera que agora é o meu cel shuahsuhas mas ainda sim tira umas fotos legais ainda tentando reunir algumas fontes legais "poraqui" para usar como beckup e economizar um pouco de espaço nas prateleiras como essa fala de Paul valery

Em resumo, ao ídolo do Progresso correspondeu o ídolo da maldição do Progresso; o
que resultou em dois lugares comuns.
PAUL VALÉRY. Propos sur le progrès, 1929.

mas o lance da referencia para a minha pessoa é como uma condição de reverencia não de doutrina ou adoração aceitação de padrões e idéias é uma coisa complicada quando inconciente demais ou ingenua os idealismos tratados de forma inteligente são até saudáveis porem quando mexem demais com as pessoas são nocivos. Temos os fanáticos religiosos para exemplificar uma conduta onde a adoração de padrões e idéias fala muito alto ao ouvidos, Esse chamado não faz nada bem ao "espirito".
Mesmo falando de fanatismo minha fala transparece meus padrões e idéias aparecem ainda sim estou consciente deles e também de outra maneira estou envolto nessa trama de venda de idéias e jogo de interesses dessa vez de forma inconsciente pois existem idéias em que posso estar equivocado ou seja meu padrão adotado minhas idéias e podem estar erradas entretanto se nessa situação eu não perder a minha personalidade, entendendo personalidade como a pessoa que não é somente construída de padrões ou idéias tem coisas por dentro sejam os laços afetivos que falamos sejam valores e idéias abertas e não fanatismos aos consumir... e esse papo vai longe mais fica aqui o meu comentário sobre referencia sempre sabendo que quando se toma partido de algo pode-se estar a equivocar-se a cegar-se mas ao menos saibamos como socrates "que nada sabemos" ou só saibamos que nada sabemos...
no que seja o campo da arte ainda essa transitoriedade fica ainda mais clara quando se vê formas de influencias muito transparentemente bem nao vou me estender muito pois nao conheco tao bem esse contesto apesar de ser um produtor de imagens rsss .... acho que chega por esse poust...

domingo, 1 de fevereiro de 2009

ola bem postando uma pírula informal e bem contemporanea uma artista da minha agora cidade campinas Vania Mingone dei uma olhada nesse artigo e olhei alguns trabalhos muito expressivos e interessantes, gostei das caracteristicas conseituais tanto dos trabalhos quanto das opiniões da artista formada em publicidade e artes e que expoe agora em fevereiro no c. cultural banco do brasil em sampa junto com varios trabalhos contemporâneos do sec XXI

SÉCULO XX
Década 1990 - 1999

1993 Vânia Mignone:

Natural de Campinas/SP em 1967 temos poucos dados biográficos históricos sobre a artista, sabemos que se formou em Artes pelo Departamento de Artes Plásticas do Instituto de Artes da UNICAMP e em Publicidade pelo Departamento de Propaganda e Publicidade do Instituto de Artes e Comunicações da PUCCAMP, em 1996 Vânia dava aula no Conservatório Carlos Gomes de Campinas/SP. Vamos considerar como ponto de partida de suas atividades artísticas plásticas, o ano de 1993, quando participou da IV Bienal Nacional de Santos/SP. Vânia Mignone teve seu "boom" artístico em 1996, quando foi escolhida para participar do "Concurso Antarctica Artes", ou outra designação relativamente semelhante. O "Prêmio Antarctica de Artes Plásticas" tinha um forte apoio financeiro da "Cia. Antarctica Paulista S/A.", então uma das maiores cervejarias do Brasil, como continua sendo até hoje. De sua organização, pouco é sabido, não sabemos a quem foi confiada a organização, quem são seus organizadores e comissão julgadora, tudo foi mantido em segredo; a forma como contatava artistas pelo interior do Estado também era segredo de estado. O que sabemos é que em Campinas foram visitados 12 artistas, não sabemos quem e nem por quem foram visitados e muito menos indicados. Perdoem-me... Tanto mistério, esconde algo de podre... Porém em relação a Campinas/SP não podemos reclamar, Vânia Mignone, se então uma ilustre desconhecida para o movimento artístico plástico de Campinas/SP, merece o nosso máximo respeito; dentro de sua escolha de representação pictórica, tem um trabalho sério e muito bom, sem duvida alguma, sem conhecer os outros, podemos afirmar com conviquição que Vânia Mignone, se não a melhor, foi a menos ruim entre os jovens artistas convocados da cidade de Campinas/SP e quiçá do Estado. Em 1996, em entrevista ao Correio Popular, Caderno C de 24 de setembro de 1996, Vânia Mignone, deixou claro e com muita propriedade o seu pensar artístico plástico. "Minha arte se adapta à realidade brasileira. Uso material barato e com isso, pode realizar várias experiências até encontrar a melhor expressão". Explicava a artista. E continua: "Minhas obras são feitas para serem olhadas rapidamente. Não exploro detalhes ou paisagens que se perdem no infinito, São imagens claras. O espectador olha e logo em seguida passa para o próximo trabalho". "Como minha mensagem é rápida, resolvi usar frases ou letras dentro do próprio quadro. O público não precisa dirigir seu olhar para fora da obra - em baixo ou em cima - para ler o título". Em 29 de abril de 1998, no Caderno C do Correio Popular, o repórter e crítico de arte Washington de Carvalho Neves, dizia de seus trabalhos, então expostos na Casa Triângulo de São Paulo/SP: "A visualidade da artista resgata a realidade urbana como se fosse uma cronista de palavras econômicas. Com uma saudável mistura de Histórias em Quadrinhos, expressionismo alemão e as figurações silenciosas do norte americano Edward Hopper, Vânia Mignone capricha no elenco de paisagens e homens e mulheres que desenha. Eles estão em movimento, indo ou partindo, não há felicidade ou depressões. Há uma semelhança com o flagrante fotográfico. Mas Vânia Mignone parece querer dizer algo mais - que parece estar em suspenso." E continua; "A artista pratica a tal pintura provocativa. O público é quase forçado a um seqüestro do olhar...". "Ela (Vânia) ouve as músicas (MPB) e sente vontade de pintar - simplesmente. O Resultado é o trabalho em telas de cores fortes, principalmente. O Mestre Gaughin, segundo ela, tem muito a ver com a cartela que usa". Não temos um currículo completo de Vânia Mignone, porém os que conseguimos apurar em nossos guardados dão uma clara indicação de sua importância como artista plástica, conseguimos levantar as seguintes e principais participações: 1993 . IV Bienal Nacional de Santos/SP. 1993 . Salão Paranaense de Arte Contemporânea, Curitiba/SP. 1994 . Salão Paranaense de Arte Contemporânea, Curitiba/SP. 1995 . Expo"Goeldi e nosso tempo", Museu A.Brasileira FAAP.S.Paulo. 1995 . V Bienal Nacional de Santos/SP. 1996 . Exposição Antarctica Artes Pavilhão Padre Manoel da Nóbrega, Parque Ibirapuera, Apoio Fundação Bienal de São Paulo, Evento Paralelo a Bienal Internacional de São Paulo/SP. 1996 . Projeto Macunaíma, Rio de Janeiro/RJ. 1996 . Individual Centro Cultural São Paulo/SP. 1996 . Individual Galeria de Arte do Tênis Clube de Campinas/SP. 1997 . VI Bienal Nacional de Santos/SP. Prêmio Aquisição. 1997 . Individual Galeria SESC Paulista, São Paulo/SP. 1997 . Individual Galeria de Arte da UNICAMP, Campinas/SP. 1997 . Individual no Museu de Arte Contemporânea de Campinas/SP. 1998 . Individual na Casa Triângulo de São Paulo/SP. 1998 . Sabemos que foi premiada em cinco ocasiões, porém não conseguimos levantar informações precisas. 1998 . Artista Convidada da Mostra "Horizonte Reflexivo", no Centro Cultural Light no Rio de Janeiro/RJ. 1998 . IV Salão Pequenos Formatos Universidade Amazônia, Belém/PA. 1998 . XXIII Salão Arte Contemporânea de Ribeirão Preto/SP. Prêmio Leonello Berti. 1998 . XXX Salão Arte Contemporânea de Piracicaba/SP, Premiada. 1998 . Exposição "Geração 90", Pinacoteca Estado SãoPaulo/SP. 1999 . Participa da Exposição Internacional "Arco/99" em Madri, Espanha. 1999 . Panorama Arte Brasileira, Museu de Arte Moderna de São Paulo/SP. 1999 . Individual Galeria D Centro Convivência Cultural Campinas/SP. 1999 . "Expo Inventário do Presente", Casa da Imagem Curitiba/PR. 2002 . XXV Bienal Internacional São Paulo, São Paulo/SP. Apresentando cinco trabalhos grandes, o menor tem 1,60 X 1, 60, desenvolvido sobre o tema "Iconografias Metropolitanas". A Bienal Internacional de São Paulo/SP, é hoje considerada a terceira mais importante do mundo, perdendo apenas para a Bienal de Veneza, Itália. E Documenta de Kassel, Alemanha.

Fonte de informação: Arquivo Dimas Garcia.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009


bom como sempre um exemplo de falta de produtividade porque janeiro ta quase acabando e nao postei nada esse ano, ainda!.
bem pesquisas paradas por enquanto dando um tempo pras ideias acalmarem e ai sim buscar novas pesquisas assuntos que me sejam interessantes e colar algo aqui como talvez um caldeirão de ideias e assuntos pontos de vista apenas o projeto do espaço
bom erros sao permitidos aqui erros de calculo erros de gramatica erros de todos os tipos só nao temos espaço para a falta de umildade e/ou coragem para aceitalos e comunicalos expor mesmo quem somos sejamos francos e claros fasa-se o embate como diriam os cínicos da filosofia nao precisamos das mascaras aqui a rede se encarega do "anonimato" ....21012009 inté

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

segue um texto da enciclopédia digital do itau cultural falando de uma tendencia de pintura expressionista ou neo expressionista bem interesante e que na minha umilde opinião shuahsuhas alguns trabalhos tem um elo tanto conceitual como plastico reconheco um pouco desse movimento no meu trabalho.
o conceito de certas características e opções através dos movimentos e linhas de pensamento estético como um "marchan visual" de si mesmo me agradam, os artistas seguiam experimentando no campo ai da pintura principalmente no caso na Itália nos anos 80, movimento bem interessante

"Transvanguarda


Definição
O termo entra no vocabulário artístico com o livro de Achille Bonito Oliva (1939), A transvanguarda italiana, 1980, para designar uma tendência da arte italiana exemplificada por artistas como Francesco Clemente, Mimmo Palladino, Enzo Cucchi, Sandro Chia e Nicola de Maria. A nova orientação deve ser lida no interior do chamado neo-expressionismo internacional dos anos de 1970, sobretudo em suas faces alemã e norte-americana. Na Alemanha, destacam-se os trabalhos de Jörg Immendorff, George Baselitz, A.R. Penck e Anselm Kiefer. As memórias da guerra, as marcas deixadas pelo nazismo no país e a tematização de certa identidade nacional problemática são referências para os quatro artistas, ainda que os temas conheçam inflexões distintas em cada um deles. Nos Estados Unidos por sua vez, os nomes de Julian Schnabel, Robert Longo e Jonathan Borofsky podem ser lembrados como representantes de uma leitura particular do neo-expressionismo.
Na Itália, o desenvolvimento de uma tendência neo-expressionista na arte é tributária de sugestões inscritas na arte povera, sobretudo do destaque que confere às forças primárias da natureza e à tematização do lugar do homem como um elemento, entre outros, no interior da natureza mais ampla. Os trabalhos reunidos sob o rótulo transvanguarda - em geral, pinturas e esculturas -, ainda que apresentem dicções distintas, e defendam a vitalidade dessas diferenças como um valor, compartilham algumas preocupações e orientações. De modo geral, os artistas realizam trabalhos figurativos em que o corpo humano possui presença destacada. Não é à toa que Clemente vai sublinhar sua admiração por aqueles que "pensam com seus corpos". Os corpos que povoam essas telas ora se apresentam em primeiro plano de forma vigorosa (como em certos trabalhos de Sandro Chia, O carregador de água, 1981, por exemplo), ora se esvanecem dando lugar a figuras algo fantasmáticas como em Não deve ser dito (1981), de Enzo Cucchi. Nota-se também em vários desses trabalhos um movimento entre os tons irônico e trágico, que o Pequeno diabo e Filho do filho, ambos de Chia, 1981, exemplificam de modo nítido. As telas construídas de modo geral com cores e pinceladas vigorosas abrigam, volta e meia, zonas de escuridão, deixando entrever a tentativa de equilibrar tendências opostas, na forma e no conteúdo. Contra a idéia de plano e projeto, assim como de uma tendência a pensar a história da arte como evolução linear, os artistas borram as hierarquias entre diferentes linguagens, entre "alta" e a "baixa" cultura, não conferindo privilégio a nenhum estilo e recuperando, inclusive, perspectivas descartadas. As obras tendem à fragmentação e à combinação, algo eclética, de distintas referências. O carregador de água, de Chia, já mencionado, alude simultaneamente às alegorias barrocas, à face decorativa da obra de Chagall, às gravuras japonesas e aos trabalhos de Cy Twombly, o que revela a combinação de tendências e períodos diferentes da história da arte.
Enzo Cuchi e Mimmo Palladino se aproximam pelas referências mais diretas à Itália, sua arte e paisagem, ainda que certas obras de Palladino apresentem semelhanças com a "abstração-figurativa" de Kandinsky e Klee (por exemplo, O grande cabalista, 1981). Nicola de Maria, por sua vez, tende mais diretamente à abstração em parte dos trabalhos (por exemplo, as formas vermelhas sobre fundo azul da tela "sem título", de 1981). Em outros, a figuração prevalece e o título adquire função central para explicitar tensões dramáticas como no interior vazio e de tons amainados intitulado The Slaughter-house of poetry (1980/1). Francesco Clemente leva ao limite as idéias de fragmentação, multiplicidade, falta de hierarquia e dispersão. Suas Myriads, 1980, apontam nessa direção. Dezenove pastéis de distintos formatos e tamanhos, que combinam temáticas e estilos diferentes, fazem parte de um grupo maior de 85 trabalhos, que tampouco guardam algum sentido de unidade. Nenhum centro, nenhuma porta de entrada preferencial para o conjunto. Apenas imagens dispostas, uma ao lado da outra, formando conjuntos e séries paradoxalmente dispersas. Como indica o artista: "Minha estratégia ou visão como artista é aceitar a fragmentação e ver o que sai daí, ... . Tecnicamente, isso significa que eu não arranjo meios e imagens. Não trabalho com nenhuma hierarquia de valor. Uma imagem é tão boa quanto a outra". Vale lembrar que, no caso de Clemente, os fragmentos foram produzidos em meio aos sucessivos deslocamentos do artista entre Itália, Estados Unidos, Japão, Afganistão e Índia. O contato específico com as religiões indianas trazem consigo uma idéia explorada nos trabalhos de que a espiritualidade está posta nos detalhes.
No Brasil, parece difícil apontar influências diretas da transvanguarda embora seja possível notar um número significativo de obras tributárias do neo-expressionismo, por exemplo, os trabalhos dos artistas da Casa 7 - Nuno Ramos (1960), Paulo Monteiro (1961), Fábio Miguez (1962), Rodrigo Andrade (1962) e Carlito Carvalhosa (1961) -, as pinturas de Daniel Senise (1955), Jorge Guinle (1947-1987) e Cristina Canale (1961), assim como parte das obras de Leda Catunda (1961) e Omar Pinheiro.


Atualizado em 24/10/2007


bem é isso ta dificil de postar por conta dos trabalhos mais dando eu apareco seea !!! juzeereis

quinta-feira, 13 de novembro de 2008




do caderno de artista de 2006 que eu fiz numa oficina de encadernação....

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

....

mudança do perfil ... tava dando um trato no perfil mais ainda fico devendo colocar uma lista de referencias de filme e alguns livros mais nunca tenho paciencia pra essa parte .... o que eu gosto e o que eu num gosto pq gostar de uma referencia de um autor nao quer dizer aceitar toda sua obra como verdadeira e incontestavel entao como definir os "padroes".... no dialogo dialetica confronto de ideias é que estao as referencias... elas se sustentao por si mesma atraves da seriedade da pesquisa seja ela uma pesquisa de facudade ou de um simples perfil da net .... juzereis

quarta-feira, 10 de setembro de 2008


ideologia eu não preciso de uma pra viver o meu teZão não é risco de vida
pois aquele garoto que ia mudar o mundo assiste a tudo no meio do furacão


Luiz Zerbini, 1985 Piscina das crianças Acril s tela 188x260cm



todo amor que houver nessa vida pra vocês... logico o cara o tal do cazuza....
gEnte tá difícil to trampando pra caramba então acabo meso sem tempo fora a produçao
do meus desenhos e uns escritos "só pra exercitar " ainda fico devendo mais fotos dos meus trabalhos que é meio que o motivo desse espaço como um backup de algo que nao seja somente o meu trabalho mais ainda sim seja uma especie de bau de idéias nao um jornal ou entretenimento, embora possa existir tais coisas nesse bau...

quinta-feira, 10 de julho de 2008











Problemas que esquecemos fácilmente.
Esquecemos de amar só lembramos de comprar.
Esquecemos de falar só sabemos é rotular
Onde foi parar a maneira de viver do ser
Onde foi que deixamos de viver e começamos a esquecer
Sensibilidade é arte hoje em dia onde o que vende é o
Incomum e o narcisista ou pop onde a vida na selva pode ser de pedra mais
O que é rocha é o coração dos homens que nem pensam a respeito disso...
Vazio não é conhecimento, conhecimento não é inteligência, inteligência não é esperteza, esperteza não é cordialidade e cordialidade não é melancolia,
Melancolia não é luto mais mesmo assim de luto me sinto.
De luto com um mundo onde tudo gira dentro de tudo onde o que importa e vencer
eu não, eu quero perder, perder essa "solução" que foi criada antes d’eu nascer essa lama da sociedade que mandando anjos para fogueiras e alienados para o poder

Onde enfiaram o ethos onde ??? juze trans-vanguarda meu problema é com o mundo que não enxerga mesmo tendo o que ver !!!

sexta-feira, 20 de junho de 2008

vamos comesar a escrever que se nao for assim nem tem por que este blog existir




vamos começar com a greve de professores do estado que tem mais e mais adesões tem-se muito o que fazer pela educação de base antes desse maluco aqui ficar satisfeito ou pelo menos não revoltado com o estado da educação onde o que acontece sempre, os melhores professores se não tem um espirito cívico muito forte acabam saindo do estado por falta de salario ou por falta de uma união pedagógica estável na escola e ainda temos o efeito desrespeito dos alunos que com o sucateamento da educação não sabem mais o que é um professor aliais não é o caso de não saberem é o caso de nunca terem explicação ou feedback da instituição, tudo leva a crer que essa greve só reflete isso o desacordo de professores com o sucateamento da ferramenta de produção de conhecimento.
No manifesto antropofágico Tarsila defende a absorvição de cultura erudita de fora do brasil para subsidiar uma criação de conceitos brasileiros a partir dessa digestão de conceitos pegando um conceito aqui rejeitando um conceito ali e assim por diante mais afinal que isso tem a ver com a educação fundamental e media ?
Bem o que falta para as crianças que estão na escola jogando papeis umas nas outras seria esse conceito para digerir mesmo que ele não fosse tao longe como no manifesto antropofágico mais que se tivessem cultura transbordando por suas mentes acho que teriam muitas outras coisas que pensar ou quem sabe filosofar ....

bem por outro lado não adianta somente encher a cabeça da molecada de informação e não rê-arranjar os devidos encaixes na sociedade, por exemplo o fato de cada vez menos pequenas empresas se destacarem por conseguirem "se virar" ainda que nesse mar de impostos e "burrocracias", essas empresas tinham que ser incentivadas para que depois que esses estudantes terminasse a escola poderiam usar suas cabecinhas e até conseguir um pouco de reconhecimento e ganhos tanto financeiros como profissionais ao invés de virarem bandidos ou vagabundos.

o velho discurso "burrocratico" de pessoas que não se identificam do mesmo jeito que o meu ou não teriam a fé (é fé mesm) que guardo aqui no coração desse artista que não precisa do mundo da arte desse filosofo que não precisa do mundo da filosofia.

afinal cabeça vazia dá merda ...sempre arranjando um meio de vida para esses meninos
e meninas mostrarem o seu potencial ai sim a gente poderia começar a falar em futuro do pais contudo não dá pra falar em futuro sem cuidar do presente sem colocar bases solidas para o Brasil crescer ou para podermos pelo menos não ver tanta exclusão para talvez aguçar a sensibilidade dessa sociedade apática para citar Adorno e Horkheimer ou para citar um brasuca eu lembro o falso cordial de Sergio Buarque...


bem essa conversa vai longe mais por hj ja tá legal

domingo, 15 de junho de 2008

segunda-feira, 26 de maio de 2008

fama para todos fama para que ?

opaa hj encanei de procurar essa tal de olgaria matos e pior que gostei do texto que achei então vou postar o link e logo mais assim que arranjar os ensaios de que o texto cita capaz de colocar algo do meu agrado em então inté ...

bem o link é esse http://detudo.alef3.com/index.php?s=intern%C3%A1uticas

tem um pedaço do texto que achei interessante que fala da invasão dos meios de "entretenimento" de massa pra nao falar controle de ideal e por ai vai ...

É fato que telenovelas e modelos midiáticos existem mundo afora. O problema, alerta Olgária, é quando esse passa a ser o padrão de organização da sociedade. “Pensar a democracia no Brasil requer refletir, em particular, acerca da esfera pública cultural”, escreve ela em Discretas Esperanças.

Não se trata de condenar a cultura de massa porque ela é de massa. Preocupante é que todas as produções culturais passem a ser impregnadas pelos valores da mídia e da indústria do entretenimento e só exista isso como horizonte cultural “Quando tudo se transforma em divertimento e isso invade também os terrenos que não deveriam ser do divertimento, como a educação, aí você tem verdadeiras catástrofes”, diz Olgária.

Dilui-se assim a formação da sensibilidade, do gosto e do pensamento. Não por acaso, nesse mar de imagens, gentes e fatos irrelevantes, desaparece no horizonte a prática da leitura, como anota Olgária. “Vivemos num mundo em que tudo conspira contra a leitura, que é lenta, concentrada. Ela contraria a aceleração do tempo das mídias, da fama curta, ela é a longo prazo. A educação está invadida pela temporalidade do mercado financeiro, mas, para você aprender a se sentir solicitado por um texto, você precisa vencer resistências. Ler é um aprendizado, não é um dado imediato: você lê e já gosta.
Augusto também não adere ao cordão “ler, como coçar, é só começar”. O jornalista lembra que não há ser neste mundo que tenha entrado nas trilhas da ficção pelas mãos de William Faulkner. As leituras de qualquer pessoa evoluem “à medida que seu repertório cognitivo consegue se ampliar e se sofisticar”. E, no Brasil, quem tem dinheiro para abrir a carteira numa livraria lê, geralmente, “os best-sellers computados pela Veja”. Quando lê. “A maior parte da humanidade começa lendo chorumelas, toma gosto pelo negócio, e morre lendo chorumelas. Por isso, mas não só por isso, se bem que muito por isso, a humanidade, em vez de caminhar, rasteja”, concluiu no texto de Penas do Ofício.”



texto: Fama para todos
por Ana Paula Sousa

O jornalista Sérgio Augusto e a filósofa Olgária Matos falam da “escalada da insignificância” que toma o Brasil
:esse texto foi retirado de uma palestra para o sesc se não me engano tenho o texto completo mais esse trecho sem palavras critico e idealista meu tipo de reflexologia

..."Pode-se dizer que a comunicação midiática veicula e reforça a cultura de uma ética “indolor”, a dos atuais tempos democráticos. Novos valores são produzidos e transmitidos pelas mídias: fetichismo da juventude, fitness esportiva, cuidados com o corpo mas sem nenhum ideal do espírito. Esta “mobilizaçào total” da sociedade não mais pressupõe a moral como aperfeiçoamento e libertação individual e coletiva, mas o culto da eficácia e do sucesso. Vivemos uma época do pós-dever, sem obrigações ou sanções morais. Sociedades “pós-moralistas”, elas celebram o puro presente, estimulando a gratificação imediata de desejos e pulsões—o que leva a interrogar a natureza mesma das sociedades contemporâneas, a mutação do caráter antropomórfico da sociedade, não mais centrada no homem, no indivíduo, no cidadão, em sua dignidade e liberdade, mas no consumo e no espetáculo..."
***olgaria matos

sábado, 24 de maio de 2008

a Ética estuda as pessoas em relação entre si, interagindo. "Quando o outro entra em cena surge a ética.", disse Umberto Eco. Quando alguém está sentido (estética) ou pensando (cognição) não é o caso de existir ética, mas quando alguém está se relacionando com outro e que envolve juízos de valor há ética.

segunda-feira, 12 de maio de 2008







Opa eai!

Postar um parágrafo de um texto bem interessante que estava lendo sobre essência na arte, ou da arte.
Do fim do século XIX e inicio do XX um ponto importante para descobrimos a que isso nos leva no ciclone contemporâneo o desvinculamento do eixo histórico tanto na filosofia, como na arte com conseqüências anti "retilínecas" como duchamp protestava e ainda os pop's haveriam de banalizar e o que acaba sendo a situação trans-contemporânea onde não necessariamente seguisse preceitos ou conceitos de uma realidade histórica ou atemporal porem não usando esses conceitos como eram usados em suas respectivas épocas mais desmontando a historia da arte para subsidiar uma redescrição de padrões contemporâneos e usa-los de maneira criativa na busca da essência e da representação do "conceito plástico poético”.

ps aaaá só tenho uma critica ao paragrafo quando fala em limites alcançados pela auto-conscientisação e essência já estariam em uma especie de aceleração no espaço eu particularmente discordo acho que a essência pode ser refinada e melhorada por demais ainda que subjetivamente e individualmente.... juzé


“A possibilidade de usar os estilos dos períodos históricos anteriores, não equivale a dizer que eles têm a mesma função que tinham quando surgiram. Um modo de apresentação serve um determinado conteúdo, adequa-se a ele, mas não a outros. Podemos desenhar como os homens das cavernas ou criar música barroca, mas não nos podemos relacionar com eles como se vivêssemos no momento histórico em que surgiram. Isso não inviabiliza que os possamos incluir em obras contemporâneas, caso esta inclusão nos permita construir um modo de apresentação que mais convém ao conteúdo que queremos transmitir. De certa forma, talvez possamos concluir que a proliferação de modos de apresentação sensíveis serve a emancipação do conteúdo, tal como ela se verifica, segundo Hegel, do simbolismo até ao romantismo. A arte conceptual seria, assim, uma das expressões mais filosóficas da arte, um momento em que a arte se apresenta em conceitos e já não em formas sensíveis. A auto-consciencialização e a essência estariam então realizadas e nada de novo poderia existir no futuro que não fosse o cumprimento desta essência e desta auto consciência.



fonte: http://www.cfh.ufsc.br/~wfil/danto.htm

O Fim da Arte e a Dissolução dos Ideais Revolucionários
Paula Mateus

quinta-feira, 8 de maio de 2008


Cléo:
Arte (Latim ars, significando técnica e/ou habilidade)
Ernst Gombrich, famoso historiador de arte, afirmou que nada existe realmente a que se possa dar o nome de Arte. Existem somente artistas.
Arte é um fenômeno cultural. Regras absolutas sobre arte não sobrevivem ao tempo, mas em cada época, diferentes grupos (ou cada indivíduo) escolhem como devem compreender esse fenômeno
Arte pode ser sinônimo de beleza, ou de uma beleza transcendente. Dessa forma, o termo passa a ter um caráter subjetivo,